segunda-feira, 24 de março de 2014

No meio do caminho tinha uma pedra







Joãozinho analisando um poema de Drumond
  

Na sala de aula, a professora analisa com seus alunos o famoso poema de Carlos Drummond de Andrade:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

A professora, então, pergunta:
- Joãozinho, que característica  de Drummond você pode perceber neste poema?

- Se não era traficante, era usuário..


SolCira
2014

Japonês nervoso





Japonês Nervoso

Um japonês entra num ônibus na rodoviária do Tietê, em São Paulo, e diz para o motorista:

- Olha, eu estou indo só até Taubaté mas, como este ônibus está indo para o Rio de Janeiro e eu estou muito cansado, temo não acordar e passar do ponto.
Por isso, eu gostaria que o senhor me acordasse quando chegarmos a Taubaté.


- Não tem problema, eu te acordo.

- Tem mais uma coisa, disse o japonês. Quando eu acordo fico muito, mas muito mal humorado, de modo que, caso eu xingue, brigue, ofenda o senhor, recusando-me a descer, não me leve a mal e, se for preciso, pode até mejogar para fora do ônibus, contanto que eu desça em Taubaté.

- Pode deixar comigo!, disse o motorista.

Só que, quando o japonês acorda, para sua surpresa, dá logo de cara com o Corcovado.
Enfurecido, levanta-se e parte prá cima do motorista, esbravejando xingando-o de tudo que é nome.


Um passageiro, vendo tal cena, comenta com o colega ao lado:

- Puxa, mas que japonês nervoso!

Ao que o outro retruca:

- Nervoso? Isso não é nada. Você tinha que ver o outro japonês que o motorista pôs prá fora do ônibus em Taubaté!

JAPONÊS É TUDO IGUAL MESMO!!!!!!!!!!!!!!!!
L.F.Bruno

"VIVA DE MANEIRA QUE SUA PRESENÇA NÃO SEJA NOTADA, MAS QUE SUA AUSÊNCIA SEJA SENTIDA."


Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais....
 Os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento”.
Charles Darwin

SolCira
2014

O padre e a pecadora






O padre e a pecadora 

- Padre, perdoa-me porque pequei (voz feminina) 
- Diga-me filha - quais são os teus pecados? 
- Padre, o demónio da tentação se apoderou de mim. 
- Pobre pecadora, como foi isso filha? 
- É que quando falo com um homem, tenho sensações no corpo que não saberia descrever... 
- Filha, apesar de padre, eu também sou um homem... 
- Sim, padre, por isso vim me confessar. 
- Bem filha, como são essas sensações? 
- Não sei bem como explicá-las 
- neste momento meu corpo se recusa a ficar de joelhos e necessito ficar mais  a vontade. 
- Sério?? 
- Sim, desejo relaxar 
- o melhor seria deitar-me... 
- Filha, deitada como? 
- De costas para o piso, até que passe a tensão... 
- E que mais? 
- É como um sofrimento que não encontro palavras.
- Continue minha filha.
 
- Talvez um pouco de calor me alivie... 
- Calor? 
- Calor padre, calor humano, que leve alívio ao meu padecer... 
- E com que frequência é essa tentação? 
- Permanente padre. Por exemplo, neste momento imagino  que suas mãos massageando a minha pele me dariam muito alívio... 
- Filha?! 
- Sim padre, me perdoa, mas sinto necessidade de que alguém forte me estreite em seus braços e me dê o alívio de que necessito...
- Por exemplo, eu?
 
- Sim padre, você é a categoria de homem que imagino poder me aliviar. 
- Perdoa-me minha filha, mas preciso saber tua idade... 
- Setenta e quatro, padre. 
- Filha......., vai em paz que o teu problema é reumatismo...


SolCira
2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Era uma vez num sítio

A tardinha chegava impaciente.
Um frio bem leve convidava para uma conversa no banco do jardim.
Ali, sentada VAL se encontrava e, a seu lado, sem que percebesse, um belo sapo-boi estava.
VAL ficou imóvel, só seus olhos se moviam e seus pés que pensavam em cobras, lagartos e tudo mais.
Conseguindo sair de seu torpor, VAL se levantou e começou a correr gritando com pavor do sapão que estava sentado a seu lado.
Eu, que observava tudo a certa distância, munida de uma máquina fotográfica corria também atrás da VAL, gritando, rindo e fotografando.
No mesmo instante, novo grito eu ouvi levando minha atenção para outro local.
Era LENI que estava sendo segurada pelos cabelos por um macaquinho safado.
Ela havia se abaixado perto de sua jaula para pegar uma espiga de milho destinada a alimentar o pequeno ser que guinchava e puxava os cabelos de LENI.
É claro que minha máquina fotográfica registrou o fato.
Surge então, repentinamente ZICLAU, procurando a seta que indicava o rio das piranhas azuladas.
NÉIA, a menina de roxo, que chegou ouvindo a barulhada, correu para ajudar a LENI que já estava dependurada, descabelada, gritando de dor.
Apontou para a seta mostrando ao ZICLAU o local das piranhas.
Esbarrou no corpo da VAL que parou de correr sem destino.
E ficou bem de frente para mim que num toque rápido do dedo, registrei com exclusividade a imagem de seu rosto espantado, na lente fotográfica.......
SolCira
2011

Este texto fez parte de uma atividade da UNATI GAMA FILHO.
Sempre tive desejo de estudar por lá mas não pude pois os cursos eram caros demais para mim.
Me formei pela UFRJ e também fiz alguns cursos na UERJ.
A Gama apareceu quando a idade avançou e me matriculei na UNATI.
Não era bem o que eu esperava mas foi legal.
Entrar pelo portão principal com um destino certo de estudo foi tudo para mim.
Participei também de alguns projetos da Universidade,  pena que hoje ( 2014 )  acabou a Universidade. Que pena.
Alunos estão em desespero para término de seus cursos e outras faculdades estão aceitando suas inscrições.
E o prédio fenomenal?????
Espero que tudo se resolva da melhor forma possível.
Resta a lembrança da grande piscina azul, das árvores, do cacaueiro com seus frutos, do falcão que estava molhado e cansado perto do lago, das escadarias, dos exercícios propostos nos projetos das educação física, das aulas de culinária e da satisfação ao saborear os quitutes feitos por nós, das amigas que se foram antes de mim para uma outra UNATI e muitas outras coisas que vi lá do sétimo andar........
Os personagens desta história são verdadeiros, uma boa parte da história é verdadeira mas não com estes personagens.

Infelizmente ZICLAU faleceu há pouco tempo. Descanse em paz amigo.2015

SolCira
Rio, 16JULHO2015